Mostrar mensagens com a etiqueta I have a dream. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta I have a dream. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Uma inspiração

No outro dia cheguei a casa e tive uma grande surpresa. Tinha chegado pelo correio uma prenda de uma amiga muito especial, a Dalila que tem o blog da arqueologia da vida e que também é mãe de gémeos. Fiquei surpreendida pelo gesto e ainda mais pelo conteúdo. A Dalila ofereceu-me um notebook feito pela Byhand lindo de morrer. Tem as paginas cor de rosa, uma das minhas cores favoritas e é personalizado com o meu nome. O melhor de tudo é ter um prefácio escrito por ela que tem tudo a ver comigo. Passo a explicar.

A Dalila é como eu. Adora escrever. E tem jeito. Eu diria até que ela tem muito mais jeito que eu. São formas de escrever diferentes. Eu sou mais impulsiva e escrevo como se estivesse a falar para os meus leitores. A Dalila não. Escreve para ela de um modo que quem a lê percebe exatamente o que ela está a sentir naquele momento. E consegue fazê-lo com a mesma rapidez com que eu escrevo para vocês. Se calhar até mais rápido. Faz-me lembrar quando eu fiz o curso de escrita criativa e o professor me dizia que tinha de fazer os textos de modo a que quem os lesse conseguisse visualizar a paisagem, a pessoa, a alma. E eu fazia, mas não conseguia fazer sem ter de pensar, sem experimentar, sem fechar os olhos e pôr-me na pele de quem me lia para ver se estava a corresponder ao que me era pedido. No fundo estava a aprender a fazer algo que, vejo pela Dalila, ela faz tão facilmente.

O prefácio que ela me escreveu encheu-me de vontade de voltar a escrever textos usando os conhecimentos do curso de escrita criativa. De facto é um tipo de escrita muito mais elaborada mas por isso mesmo, muito interessante e cativante. Agora só me falta aquele monstro que nos persegue e nos enche os dias de nada, que é a falta de tempo. Um dia, quem sabe volto aos tempos de antigamente em que escrever a sério me preenchia o coração e a alma. E quando esses dias voltarem, o notebook da Dalila, estará lá para me dar o mote para um novo ciclo da minha vida. Um dia, esse dia chegará. Tenho a certeza.

Obrigado Dalila por acreditares em mim, saberes dos meus sonhos e estares ao meu lado nesta caminhada.

segunda-feira, 18 de março de 2013

As saudades de viajar às vezes são tantas!!!



As saudades que eu tenho de viajar é algo que nem sei bem explicar. Sempre fui uma pessoa que gosta de ramboia, que gosta de laurear a pevide, de conhecer paises novos, gentes novas. Adoro andar de avião, não tenho medo nenhum e acho um perfeito disparate ter medo de um avião, que quando cai um é noticia internacional de tão raro que é. Tenho saudades do cheiro das malas de viagem, do aeroporto, do cheiro da comida de avião. Tenho saudades de ver as nuvens e de ver as casinhas tão pequeninas lá em baixo e de pensar... até breve que eu já volto. E de curtir, de não pensar em trabalho, nem em despesas, nada. Sentir o sol na pele, calcorrear ruas desconhecidas, entrar em lojas iguaizinhas às nossas mas em que a empregada nos atende com uma lingua diferente.Conhecer restaurantes, comidas tradicionais e bebidas claro. Tenho saudades de fazer isto tudo com o meu companheiro. Tenho saudades de namorar e de pensar só no amor. Tenho saudades de viajar a dois e gostava muito de fazer uma viagem a 4, completamente diferente mas tenho a certeza que maravilhosa. Tenho saudades disto tudo e mais saudades tenho ainda, quando percebo que tão cedo não voltarei a pisar um aeroporto. Se no dia a dia não penso muito nisto, tem alturas e horas, vá lá, minutos do dia em que quando me lembro e me vêm as saudades, me revolta. Eu era uma previlegiada. Era não tenho duvidas. Eu conseguia fazer 1 a 2 viagens por ano, mas viagens a sério, daquelas demoradas e longinquas. Há 3 anos que se acabou. Pronto, vão me dizer que há pessoas que nunca puseram os pés num avião, há pessoas que nem para ir ao Algarve têm dinheiro e que sou na mesma uma previlegiada porque (ainda) não passo fome. Eu respondo. Claro que sim. Afinal até sou uma previlegiada porque temos emprego, ordenado e saude mas e então? Não podemos ambicionar mais e melhor? Essa agora! Porque é que nos havemos de contentar com o que temos apenas e só porque temos mais que a maioria das pessoas? Eu não sou assim. Eu quero mais e foi graças ao querer mais que hoje sou o que sou. Porque nunca fico parada a ter pena de mim mesma, nem fico parada a achar que tenho tanto que mais vale estar quieta. Eu quero mais sim, e acho que todos mas todos temos de ser assim. E vou mais longe. Se todos nós formos um bocadinho mais ambiciosos e lutarmos todos por aquilo que acreditamos, de certeza que não estava tanta gente agora nas ruas da amargura. Porque é muito facil ser o coitadinho. Eu não sou coitadinha nenhuma mas também não sou sortuda nenhuma como pensam. Sou um ser perfeitamente normal que continua a ter sonhos como toda a gente... e saudades. E desta vez deu-me para isto. Ter saudades de viajar. E não há mal nenhum em ter saudades de viajar.

quinta-feira, 14 de março de 2013

A fotografia e o meu mundo


Eu adoro fotografar. Sempre gostei desde miuda. Era eu que andava sempre de máquina na mão. E ainda ando. Sou sempre eu que me lembro de fotografar aqueles momentos e dar aqueles cliques. Também gosto de ser fotografada admito mas é tão raro ser outra pessoa a pegar na máquina fotográfica que se contam pelos dedos das mãos as fotos em que eu apareço. E na maioria das vezes, as fotos em que apareço sou eu própria que tiro. 

Há dois anos, quando meti na cabeça que queria mudar pensei nas coisas que gostava de fazer e onde poderia ter algum sucesso. A fotografia, a par da escrita estava no topo da lista. O livro estava escrito na altura e só à espera de editora, que finalmente apareceu em Julho do ano passado mas, infelizmente para ser ter sucesso na escrita e poder-se viver da escrita não basta publicar um livro e principalmente quando esse livro é acerca de um tema tão particular. Portanto, se eu quisesse mudar de vida não seria apenas com a escrita. Investi na fotografia. Comprei uma Canon 500D, investiguei as lentes que melhor se adaptavam aquilo que gostava de fotografar, li livros, entrei em fóruns, estudei o melhor que pude acerca da arte de fotografar que é muito mais complexa do que poderia imaginar. Tentei criar um portfólio e ainda consegui alguns trabalhos nessa área. Quis especializar-me na arte de fotografar famílias, crianças e bebés. As minhas fotografias, apesar de me dizerem que eram boas e de uma maneira geral gostarem do trabalho final, admito que podiam ser melhores. Cada vez que estudamos mais, temos mais consciência dos nossos defeitos, não é? Percebi que para melhorar a minha qualidade teria mesmo de aprofundar os meus estudos na fotografia. Mas, as coisas não correram muito bem. Mais uma vez, o apoio e colaboração da família é fundamental pois quando temos uma família, os nossos atos têm consequências na nossa vida familiar e a minha família achou que eu estava a prejudicar o tempo dedicado a eles para dedicar às famílias dos outros. Foi com uma grande tristeza que abandonei o meu projeto fotográfico que adorava e onde sentia que era o meu mundo. A família está primeiro. Sempre primeiro.

Abandonei, mas não esqueci. Porque a fotografia continua a estar no topo das coisas que me fazem feliz e das quais eu poderia fazer a minha vida. Mas é uma batalha difícil. É difícil porque quando reemergir como fotógrafa quero reemergir com muito mais qualidade e até abrangendo a área corporate que me poderá dar o impulso que desejo e isso implica fazer um curso, que já sei exatamente qual é e como fazer, sem prejudicar a minha vida familiar, mas infelizmente não tenho possibilidades financeiras para avançar neste momento. Tenho saudades de fotografar. Tenho saudades de dar cliques. Tenho saudades de aprender.

A fotografia e a escrita estão lado a lado neste meu mundo que me faz feliz. É aqui que me sinto como peixe na água. É aqui que está o meu clique. Porque é que é tão difícil conseguirmos concretizar os nossos sonhos? Principalmente quando sabemos tão bem o que queremos?

quarta-feira, 13 de março de 2013

Acreditar que conseguimos...





Eu gostava de conseguir concretizar os meus sonhos. Gostava mesmo. Sei que conseguia. Sei que ia ter sucesso. Sei que com toda a certeza ia ser mais feliz e melhorar a minha qualidade de vida. O meu médico homeopata na 1ª consulta em que me quis conhecer disse-me coisas que ficaram até hoje a pairar na minha cabeça. Tinha a ver com toda a minha forma de viver e de sentir as coisas e maneira como essa forma de viver e sentir influenciava o meu estado de saúde. Podem os mais cépticos pensar que são balelas, tangas, etc mas nós que estamos do outro lado e engolimos cada palavra que nos dizem conseguimos perfeitamente chegar onde ele quer que cheguemos. 

Quando o meu marido quis arriscar e desistir do emprego fixo que tinha para se dedicar a uma empresa dele e ser o seu próprio patrão, eu fui a primeira da fila a apoiar, a acreditar que ele conseguia e em momento algum duvidei que ele tivesse sucesso. Durante 3 meses, vimos o nosso ordenado mensal a diminuir drasticamente devido ao facto dele ter saído de onde estava e estar em fase ainda de arranque da empresa. Eu, com o meu ordenado por trás e o meu apoio moral, esperei pacientemente que a empresa começasse a dar frutos, até que... começou a dar. 

Ele diz que o facto de eu o ter apoiado ou não, nunca teria influenciado a decisão dele, porque a decisão dele baseava-se no seu próprio pressuposto de que ia ter sucesso. Será mesmo? Será que se na altura eu lhe tivesse dito que era doido, como muita gente achou que ele era, se eu lhe dissesse que não achava bem que ele fizesse isso, se eu lhe dissesse que achava que não ia correr bem, se eu lhe dissesse, porque raio queres tu sair de onde estás certo, para ires para o incerto, será mesmo que ele arriscava? Aí está algo que eu nunca vou saber. Eu ficaria deveras chateada se ele fizesse isso à minha revelia, mesmo depois tendo sucesso. Francamente não sei se teria digerido tão bem aqueles 3 meses com menos um ordenado.

Disseram-me. Não estará na altura, agora que a empresa do seu marido tem sucesso, de ser ele a apoiar o salto da Rita? Mesmo que isso implique tempos mais difíceis no arranque do projeto, seja ele qual for?

Devia ser assim... na verdade num mundo cor de rosa em que os maridos leem o nosso pensamento e fazem exatamente o que gostaríamos que fizessem, é isso que acontece. Mas... nós não vivemos num mundo cor de rosa. Mundo cor de rosa é coisa que não existe e as mulheres de uma maneira geral sempre foram mais dadas a acreditar nas capacidades dos maridos do que o contrário não é?

Estarei eu condenada a não conseguir realizar os meus sonhos? Dou por mim por vezes a desejar que a vida me pregue uma partida na minha profissão e que me obrigue a seguir os meus sonhos sem que ninguém me condene. É triste ter estes pensamentos. Não devia ser assim. Todos nós devíamos ter a oportunidade de arriscar e fazer o que gostamos. Há dias em que a desilusão e a incompreensão reinam. Hoje é um desses dias.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Adeus 2012!!!

Este ano para mim, vai ficar na minha memória para sempre, como o ano em que concretizei um dos meus maiores sonhos de criança, que foi finalmente ver publicado um livro meu. O "Sim!!! São Gémeos!!!". Depois de uma luta de alguns anos com o livro na gaveta a aguardar que alguém se interessasse pelo tema e depois de alguns dissabores ultrapassados, finalmente encontrei o José Marques da editora Fonte da Palavra. O José Marques acreditou em mim e no potencial do meu livro e deu-me toda a força e energia que precisava para o lançar, mesmo quando parecia que tudo estava contra mim. Podem achar que é facil publicar um livro. E é, se tivermos dinheiro para investir no nosso sonho. Quando não temos, ou temos pouco, temos que acreditar e fazer acreditar os outros que temos mercado para publicar um livro. E depois de o publicar não podemos adormecer e cruzar os braços e esperar que as vendas caiam do céu. Há que continuar a ir a luta sempre!!!! Porque afinal, para a grande maioria das pessoas eu sou uma ilustre desconhecida que resolveu escrever um livro sobre gémeos. As pessoas nem imaginam a quantidade de gente que eu tive por trás a apoiar.
 
Em termos de saude, este ano foi um ano médio para mim. Andei com o sistema imunitário muito em baixo, tive anemia, apareceu-me artrite nas mãos e outros probleminhas ainda por resolver. Valha-me que para os meus filhos, apesar do ano não ter começado muito bem, está a terminar do melhor. Eles estão cada vez mais crescidos, mais lindos, mais tudo. Tenho tanto orgulho neles!
 
Este ano a nossa familia também aumentou com a entrada de um 4 patas para dar (ainda) mais animação aqui por casa.
 
De resto toda a familia tem estado bem, com chatices resultantes da idade que vai pesando, mas de uma maneira geral, bem.
 
Temos emprego. O JP na empresa dele com um negócio a crescer a olhos vistos e a mostrar a todos que há quem consiga dar cabo da crise. Eu no mesmo, a fazer algo que não me agrada muito mas ainda assim, a faze-lo o melhor que posso e consigo e com esperança de que um dia... um dia também eu vou conseguir concretizar o meu maior sonho de todos (vocês sabem qual é).
 
Por isso eu para o ano de 2013 só posso desejar que seja tão bom ou ainda melhor do que este. Espero sinceramente que a p*** da crise nunca nos afete nem a nós nem aqueles que nos são mais chegados. Podia desejar isto para todos e desejo, embora saiba que este é um desejo muito, muito dificil de concretizar por isso é melhor cada um desejar para si e para os seus.
 
Objectivos para 2013? Mesmo assim tenho alguns sim:
 
- Ginasticar seriamente sem faltar e sem preguiças;
- Organizar-me melhor para não me meter em coisas que não consigo concretizar e ter mais tempo para quem me quer do seu lado;
- Ser mais amiga (este ano já consegui retomar algumas amizades e estar mais presente e para o ano espero consegui-lo ainda mais);
- Por ultimo, ser (ainda) mais paciente com os homens da casa. Ter 3 homens em casa a darem-me cabo do juizo é dose! Eu não devia ser a princesa da casa???????????????
 
 
E pronto, isto é o que eu posso tentar fazer. O resto... não depende de mim. Adeus 2012 e um Feliz 2013 a todos os que gostam de me ler! (E aos que não gostam mas lêm na mesma, também desejo o mesmo, que eu sou uma gaija fofinha) :) 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A reinvenção

Nada como começar o novo ano com um novo projeto. E este projeto quer-se diferente de tudo o que já fiz. Sim, é um blog na mesma, é verdade. Mas é um blog especial. Este blog nasceu da união de outros dois blogs, o blog dos pequenos nadas ali ao lado e o blog do meu livro "Sim!!! São Gémeos!!!". O blog dos pequenos nadas era um blog onde eu escrevia os meus desabafos, os meus pensamentos e contava um pouco do meu dia a dia. Nada de novo portanto porque a minha vida para os outros não interessa rigorosamente para nada. :) O blog do "Sim!!! São Gémeos!!!" é diferente. Nunca foi um blog na verdade. Foi mais um site que continua activo com os primóridios e tudo o que esteve e está relacionado com o lançamento da minha maior obra prima. Não é alimentado como os restantes blogs nem é esse o objetivo.
Assim e como o que me motiva é escrever, pensei em criar um blog que fosse diferente do que estou habituada a ver. Neste blog vou escrever, não só sobre mim e sobre a minha vida e as minhas opiniões, mas vou escrever sobre sonhos. Sonhos que várias pessoas têm mas poucos conseguem concretizar. Vou à procura de quem conseguiu realizar o seu sonho, porque essas pessoas merecem todo o meu respeito e admiração. Estou plenamente convencida que em alturas de crise como esta que estamos a ultrapassar, cada vez mais as pessoas se viram para os seus sonhos, porque quando já não têm nada a perder é quando ganham coragem para arriscar. Mas também há quem deixe tudo para trás e comece do zero. A essas pessoas tiro-vos o chapéu. É preciso muita, muita coragem para o fazer. Tudo em prol da felicidade, em prol de terem mais tempo para si mesmas, para a familia. Ás vezes vale a pena arriscar e ir à luta por aquilo que acreditamos. Eu acredito que um dia também vou ser uma dessas pessoas. Um passinho de cada vez.

A ideia deste blog não é apenas e só publicitar estes sonhos. A ideia é que os meus leitores percebam que vale a pena sonhar e que estes sonhos que se concretizaram ou estão no bom caminho para se concretizar, sirvam de incentivo para outros irem à luta. E depois, porque não, contem também a sua história aqui. Eu vou estar à espera e vou ser a primeira da fila a apoiar.