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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Vida social parental (antes, entre o nascimento e os 5 e depois dos 5 anos)

Ultimamente tenho pensado muito nisto e chego a conclusão que a vida social de uma família tem 3 fases:

-Antes de ter filhos: Nesta fase a família constituída por marido e mulher faz o que bem entende. Vai passar os fins de semana onde quer, janta onde e às horas que quiser. Os amigos são os amigos de longa data que, eventualmente também sem filhos, frequentam a nossa casa e nós a deles, combinamos cinema, jantaradas, ferias no estrangeiro, a dois, a quatro, a mais mas sempre com adultos.

- Depois de ter filhos até 5/6 anos: A família está na fase casulo. Nos primeiros anos após a vinda de um (ou mais) filhos, a família recolhe-se em fraldas e noites mal dormidas. Os amigos ficaram em segundo plano e os avós, tios e familiares próximos passam a ter um papel fundamental na vida do casal. A vida social do casal resume-se a um jantar rápido a dois enquanto a(s) criança(s) ficam nos avós ou na babysitter e passamos a ter tendência a escolher os nossos amigos que já têm filhos para um lanchinho (pois jantaradas com amigos está fora de questão). Vivemos basicamente para os nossos filhos e erradamente mas eventualmente esquecemo-nos um pouco que existimos como adultos também.

- Depois dos 5/6 anos dos nossos filhos: A nossa vida social volta a estar em alta MAS com a diferença que são os nossos filhos que mandam nela! Ora são festas de aniversário dos amigos, lanches em casa dos amigos e vice versa, almoços em casa dos amigos e vice versa, eventos do colégio, eventos arranjados pelos filhos e amigos que incluem cinema com os amigos e pais dos amigos. Basicamente, eles tratam da nossa vida e nós se queremos ter vida social, mais vale conformarmo-nos com isso e porque não, divertirmo-nos com isso também. Também faz falta os momentos familiares sem participação externa é verdade e por vezes acabamos por ter de recusar alguns desses eventos sociais dos nossos filhos. Também têm que aprender que não podem ir a todas e têm de optar e caramba, nós também temos algum direito a escolher as atividades a fazer, certo? Afinal se vamos participar nelas, convém que os pais também estejam felizes.

Resumindo, gosto muito desta fase em que voltamos aos poucos a ter vida social. É verdade que as coisas mudam, os gostos mudam e até os amigos mudam. Os nossos amigos antigos vão ser sempre os nossos amigos mas há que abrir portas a novas amizades. E esta fase acaba por ser isso mesmo. A porta de abertura à entrada de novas amizades na nossa vida. Porque é natural que alguns pais dos melhores amigos dos nossos filhos, passem também a ser grandes amigos nossos não é? É a ordem natural das coisas...

Vai haver a altura em que a nossa vida social vai mudar novamente, quando eles já não nos quiserem na vida social deles. Até lá, vamos mas é aproveitar enquanto eles gostam que participemos!!!!


quarta-feira, 6 de março de 2013

Vivemos e aprendemos

Estas ultimas 3 semanas, além de caóticas foram acima de tudo mais uma bela lição de vida para mim. É sabido que queixar-me do meu trabalho é o que eu mais tenho feito ultimamente. Não é para menos. Passei a ser uma mera técnica de contabilidade desde há um ano para cá com as responsabilidades de uma diretora financeira. E, tal como já referi não morro de amores pela contabilidade.

Mas o facto é que só me apercebi das verdadeiras consequências de ser uma técnica de contabilidade agora no fecho do ano. Porque aqui, não podia fugir das minhas responsabilidades também de diretora financeira. Tinha de enfrenta-las com todas as minhas garras. Parei para o mundo. Desliguei net, desliguei telemoveis e dediquei-me 200% ao meu trabalho. O problema foi que ao mesmo tempo, a minha familia precisava de mim. Estava com um problema em mãos. Valeu-me a disponibilidade e apoio do JP que não sei como teria sido sem ele. Apercebi-me pela 1ª vez da incompatibilidade de ter um cargo de responsabilidade e ser mãe. Está explicado porque é que existem tão poucas mulheres em lugares de chefia e de responsabilidade. Das duas uma, ou não têm filhos, ou se os têm, têm que ter uma rede de apoio fantástica por trás. De outro modo é absolutamente impossivel termos uma carreira de sucesso conciliada com a maternidade. Outra coisa que me apercebi foi do tempo que efetivamente perdemos com a internet. A internet é de facto uma coisa fabulosa mas sem duvida nenhuma que tem de ser com conta, peso e medida. É impossivel sermos bons profissionais se não conseguirmos fazer a distinção do trabalho e do lazer. Não digo que não o fizesse mas decididamente, por vezes o lazer sobrepunha-se às minhas responsabilidades. Por erro, por vicio, por escape, whatever. 

Decidamente apercebi-me nestas 3 semanas daquilo que é verdadeiramente importante para mim e do que tenho de fazer para concretizar os meus objectivos. Eu sei que já disse isso algures por aqui, mas retiro o que disse nessa altura. É preciso muito mais que pensar. É preciso agir. E sobretudo é preciso uma coisa fundamental. Organização.

Conseguimos ter tempo para tudo? Conseguir conseguimos, mas para o conseguirmos temos por vezes de colocar travões nas coisas que mais gostamos de fazer. Há um tempo para tudo e há um timing para tudo e é preciso saber desligar o botão quando é necessário. Se estamos sempre com o botão ligado, vai haver algo que vai ficar para trás e arrependemo-nos, mais cedo ou mais tarde. Além de ficarmos com a sensação que não conseguimos fazer nada. E esta sensação, meus amigos... é lixada!!!!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Casar ou talvez não - se nos deixarem...


Eu e o pai não somos casados. Ou melhor. Já fomos e por isso, como costumamos dizer, somos casados pelo coração. Não quer dizer que se calhar, quem sabe um dia, não casemos no papel também. De vez em quando falamos nisso. O problema está quando, assim naquela da palhaçada, perguntamos aos nossos filhos se gostariam que a mãe e o pai se casassem. Sim. Eles sabem que não somos casados porque já andaram a perguntar pelas fotos do casamento uma vez que, já viram as dos avós todos e não viram as nossas. Não sei que raio passará naquelas cabecinhas, mas para eles, o casamento deve ser um bicho papão com certeza pois fogem dele a sete pés. Uma vez, na minha tentativa de aprofundar a aversão deles ao casamento, disseram-me que uma amiguinha da escola já tinha ido a um e horror dos horrores, o casamento foi uma seca, demorou até à noite. E depois ainda por cima, os noivos foram viajar. Que horror! Ora, sabendo eu que eles são uns moços caseiros e que gostam muito pouco de ficar sem os papás, nem um fim de semana, quanto mais uma semana inteira, vi logo que havia aqui coisa. O certo é que já lhes expliquei o que era o casamento, tentei propor um casamento no jardim, uma lua de mel a 4, enfim... dão mais trabalho a convencer que eu sei lá. A resposta é Não! Não! Não! Diz o pai: Mas nós não precisamos da aprovação deles pois não? E eu: Não. Claro que não. Mas faz-me confusão o que vai na cabecinha deles que queres? E não... não são ciúmes meus. Só se forem do pai porque eles são apaixonadíssimos pelo pai (pronto está bem, por mim também. Mas não mostram!!! - homens!) Mas eu acho que não é nada disso. Tenho de pensar numa forma de lhes contar uma historia de um casamento muito gira, assim com power rangers e gormitis para ver se eles entendem o conceito.

Diriam uns: espertos os moços einh... visionários... para quê estragar o que está bom? Bem... isto dava um outro tema de outra história que quem sabe um dia me ponho aqui a debitar.

Já agora, alguém quer opinar acerca dos reais motivos dos meus filhos serem avessos ao casório?