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quinta-feira, 7 de março de 2013

A Homeopatia e eu #2

Ainda não tinha dado novidades aqui acerca da minha experiencia com a Homeopatia. Pois bem, chegou a hora de dar a minha opinião acerca desta medicina chamada de alternativa mas intitulada pelos homeopatas de complementar.
 
Confesso que fui à consulta céptica. Com esperança mas céptica. Afinal de contas com 38 anos de vida, foi rara a vez em que consegui dar a volta a uma virose, uma infeçao respiratória, uma crise de sinusite, sem recurso à medicina convencional. E nunca, mas nunca, da maneira como estava tinha conseguido ultrapassar sem recorrer ao famoso antibiótico. Lembro-me varias vezes de ir à minha alergologista com uma infeção respiratória já há 3 semanas, ela dizer-me já vi que isto não vai lá sem antibiotico. Aguarde mais uns dias e se continuar assim tome isto ou aquilo. Drogas atrás de drogas. Por isso, fui ao homeopata em ultimo recurso, quando o meu corpo pedia por favor para parar de dar drogas, menos de 1 mês depois de 3 semanas de antibiótico, com um principio de pneumonia. Foi um risco o que fiz. Admito. Podia não dar em nada e muitas vezes ao longo do tratamento homeopatico pensei. Meu Deus, tenho a sensação que se vou ao hospital já nem me deixam sair de lá. Este era o meu estado. Nunca faria o que fiz se fossem os meus filhos no meu lugar pois foi preciso muito sofrimento e muita força de vontade para não recorrer ao antibiotico. Quase como se fosse uma drogada que precisa urgentemente da sua droga para viver mas sabe que não o pode fazer.
 
Muitos emails troquei eu com o Dr. Nuno, muitos mesmo. A pedido dele e em desespero meu. Ele respondia sempre com carradas de esperança e de força para que aguentasse. Ia-me ajustando a medicação consoante o modo como me sentia. Acredito que ele próprio deve ter tido duvidas se eu ia aguentar ou não. E eu ia tomando as bolinhas tal e qual ele me dizia com todas as indicações que ele me dava. Não bebia chás, nem comia chocolates, nem comia nada que tivesse mentol. Tomava as bolinhas fora das horas da refeição e da lavagem dos dentes religiosamente. De vez em quando, ou melhor, quase todos os dias tinha vozes por trás a gozarem comigo por estar a tomar bolinhas com açucar. Eu fazia orelhas moucas e pensava para mim. Eu ainda hei-de calar a boca desta gente. Quase ninguém acreditava que eu ia ficar melhor só com bolinhas. Depois havia outras pessoas, que me conheciam melhor e sabiam que se o estava a fazer, era porque achava que estava a fazer bem e respeitavam-me. Cépticas também mas sem gozo, na expectativa de um dia dizer que estava bem.
 
3 semanas depois de ter começado a tomar as bolinhas, chegou esse dia. Estava melhor de dia para dia, quase sem dar conta. Aos poucos a tosse começou a diminuir de intensidade, a expetoração reduziu e praticamente cheguei ao meu estado normal. Repito estado normal! O meu estado normal não é propriamente o normal das outras pessoas, é um normal com alguma congestão nasal e alguma tosse, mas obviamente nada que se comparasse à tosse que tinha fruto da infeção respiratória. Aqueles que gozavam, de repente calaram-se. Acabaram-se os comentários depreciativos. E quando verificavam que estava melhor e eu dizia que foi com a homeopatia, olhavam para mim, como se eu estivesse a mentir. Como se houvesse necessidade.
 
E assim foi a minha 1ª experiencia com a homeopatia. Digo 1ª pois vai ser a 1ª de muitas outras vezes que hei-de recorrer a ela. Para mim agora, antibiotico, só se me disserem: Rita, isto assim não vai lá!
 
Ainda tenho um longo caminho a percorrer até à cura completa se é que ela existe. Mas sei que agora estou no caminho certo e tenho a certeza que a minha qualidade de vida a partir de agora vai ser melhor. Os meus filhos, no que depender de mim, também só levarão mais antibióticos em ultimo recurso, pois a homeopatia vai ser a minha medicina de primeira linha com eles e comigo.
 
O Dr. Nuno Oliveira não precisa de mais publicidade pois a publicidade dele são os casos de sucesso que tem, mas não me sentiria bem se não divulgasse quem é. Eu aconselho agora a homeopatia a toda a gente. A homeopatia resultou comigo que sou a pior pessoa para estas coisas. E esse mérito é todo dele.
 
Podem ver aqui o blog dele e tem todos os contactos lá. Não perdem nada com isso e quem sabe a vossa qualidade de vida e a dos vossos filhos não melhora substancialmente.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A Homeopatia e eu #1

Foi hoje a minha primeira consulta num homeopata. Como já tinha referido aqui, desde que os meus miúdos nasceram que me sinto uma flor de estufa. Engraçado como são as coisas. Eu já sabia que quando fosse ao homeopata tinha de abrir a minha vida a ele, porque é verdade que tudo o que dizemos tem toda a importância na homeopatia. Fui lá por causa desta p*** da virosa que anda comigo há 3 semanas e que já fez com que miúdos, marido, mãe e sogra adoecessem também. Fui lá porque dei o grito do Ipiranga no que diz respeito à medicina tradicional, gritei BASTA. Fui lá porque os meus últimos anos têm sido uma m**** em termos de saúde e estou cansada de andar assim. E sai de lá com uma certeza absoluta, uma coisa que eu já sabia mas que achamos sempre que não tem importância. A forma como nos sentimos psicologicamente e emotivamente tem uma importância enorme no nosso estado de saúde físico. E tenho definitivamente de dar o grito do Ipiranga nesse nível também. Talvez o grito mais difícil de fazer. Aquele grito que deu o titulo a este blog.

Adiante, vou começar agora a tomar artilharia pesada no ramo da homeopatia para curar esta maldita tosse que me aflige e vou começar a tomar um reforço imunitário para dar mais defesas ao meu corpo, pois segundo o próprio, as minhas mazelas não são típicas de uma mulher de 38 anos. Com 38 anos eu devia estar na flor da idade, de me sentir bem e de estar bem. Não posso sentir-me um caco como me sinto.

No entanto, há coisas que a medicina homeopática não pode fazer nada, só depende de nós melhorarmos, que é a nossa parte psicológica. Esta vai-me dar algum trabalho mas ficou claro para mim, que esta tem de ser uma batalha a qual vou ter que ir na linha da frente, pronta para ganhar.