terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Casar ou talvez não - se nos deixarem...


Eu e o pai não somos casados. Ou melhor. Já fomos e por isso, como costumamos dizer, somos casados pelo coração. Não quer dizer que se calhar, quem sabe um dia, não casemos no papel também. De vez em quando falamos nisso. O problema está quando, assim naquela da palhaçada, perguntamos aos nossos filhos se gostariam que a mãe e o pai se casassem. Sim. Eles sabem que não somos casados porque já andaram a perguntar pelas fotos do casamento uma vez que, já viram as dos avós todos e não viram as nossas. Não sei que raio passará naquelas cabecinhas, mas para eles, o casamento deve ser um bicho papão com certeza pois fogem dele a sete pés. Uma vez, na minha tentativa de aprofundar a aversão deles ao casamento, disseram-me que uma amiguinha da escola já tinha ido a um e horror dos horrores, o casamento foi uma seca, demorou até à noite. E depois ainda por cima, os noivos foram viajar. Que horror! Ora, sabendo eu que eles são uns moços caseiros e que gostam muito pouco de ficar sem os papás, nem um fim de semana, quanto mais uma semana inteira, vi logo que havia aqui coisa. O certo é que já lhes expliquei o que era o casamento, tentei propor um casamento no jardim, uma lua de mel a 4, enfim... dão mais trabalho a convencer que eu sei lá. A resposta é Não! Não! Não! Diz o pai: Mas nós não precisamos da aprovação deles pois não? E eu: Não. Claro que não. Mas faz-me confusão o que vai na cabecinha deles que queres? E não... não são ciúmes meus. Só se forem do pai porque eles são apaixonadíssimos pelo pai (pronto está bem, por mim também. Mas não mostram!!! - homens!) Mas eu acho que não é nada disso. Tenho de pensar numa forma de lhes contar uma historia de um casamento muito gira, assim com power rangers e gormitis para ver se eles entendem o conceito.

Diriam uns: espertos os moços einh... visionários... para quê estragar o que está bom? Bem... isto dava um outro tema de outra história que quem sabe um dia me ponho aqui a debitar.

Já agora, alguém quer opinar acerca dos reais motivos dos meus filhos serem avessos ao casório?

Era uma vez no "Sou Mulher" #1

Ontem andei a contar histórias aqui.

Um pequeno passo na concretização do meu sonho. Quanto mais não seja porque ADORO escrever.

Espero que gostem.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Voltar a ter uma vida

Juntar 8 crianças com idades compreendidas entre 3 e 7 anos, numa mesa à parte num restaurante num almoço de aniversário de adultos parece à 1ª vista uma ideia um tanto ou quanto demasiado arriscada. Foi isso que pensámos quando alguém deu a ideia: e se os miúdos ficassem todos juntos na mesa e os adultos à parte? Torcemos o nariz, entreolhamo-nos, franzimos as sobrancelhas, mas foi unanime. Why not? O mais que pode acontecer é termos de trocar todos de lugar ou passarmos o almoço a controlar-lhes a comida, os pratos, os copos, os talheres, etc. Assim foi, miúdos para um lado e adultos para o outro e seja o que Deus quiser. Como o almoço era Buffet, um Brunch absolutamente delicioso no restaurante Hemingway na marina de Cascais, depois de sentarmos os miúdos na mesa, fomos buscar as sopas. Distribuímos as 8 sopas e ficámos como tontas a vê-los comer, entre gargalhadas, piadas, brincadeiras. Comiam a sopa de uma maneira que acho que nenhuma de nós tinha visto comer. Talvez se sentissem como na escola. Demos por nós, em vez de nos sentarmos no nosso lugar a desfrutar o almoço, em pé de boca aberta a olhar para eles, até que alguém reparou e nos chamou para a realidade. Afinal, tínhamos posto os miúdos sozinhos para ficarmos a babar-nos e a olhar para eles a comer?
Sentámo-nos nos nossos lugares, servimo-nos das iguarias que nos apresentavam, conversamos, rimos, como há muito tempo não conseguíamos fazer, pelo menos nos almoços em que levávamos os miúdos. Os miúdos esses, comeram tudo, raparam pratos numa animada conversa de crianças e depois foram brincar todos no terraço do restaurante, à nossa vista, sem chatearem, sem pedincharem, no fundo a curtirem a companhia uns dos outros tal como nós adultos o fazíamos. Dizia a minha amiga P. De repente apercebi-me que já conseguimos ir a um restaurante todos e passarmos a tarde literalmente na conversa sem preocupações. É realmente uma viragem nas nossas vidas. Algures no tempo, os nossos bebés cresceram. E aos poucos as nossas vidas vão retomando... diferentes, mais preenchidas, mas voltamos a ter uma vida. É tão bom sentir isso!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Exercicio pela manhã nem sabe o bem que lhe fazia :)

Ontem baldei-me ao ginásio mas com esta fisgada. Como tenho um Vivafit também ao pé de minha casa e pagamos apenas 1€ por frequentar os outros Vivafits resolvi experimentar finalmente uma aula de Zumba de manhã. Cheguei lá e azar dos azares, hoje precisamente não havia Zumba mas sim localizada. Já que estava numa de experimentar, resolvi fazer a aula. E simplesmente ADOREI o Vivafit ao pé de mim. Os balneários quentinhos, salas com espaço. Adorei tudo e tomei uma decisão. O Vivafit do meu trabalho que me desculpe mas vou pedir transferencia para outro Vivafit melhor. Porque afinal parece que não temos de rapar um frio dos diabos a vestir e a despir. Querem manter as clientes, façam umas obras e ponham um aquecimento ou ar condicionado. Soube-me tão bem esta aula!!!! Quer me parecer que amanhã não me mexo, mas que foi do melhor... sem duvida nenhuma. A repetir ao sábado num Vivafit ao pé de mim.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Parecidos ou talvez não

Hoje vinha no carro a ouvir rádio e um dos temas era a forma como as pessoas conseguiam olhar para bebés recém nascidos e tirar logo as parecenças, dizer que ah e tal é tão parecido com o pai ou com a mãe. Ora lá está uma coisa que sempre me tirou do sério. Talvez por eu própria fazer parte daquele grupo de pessoas péssima a tirar parecenças. Uma criança tem mesmo de ser a cara chapada de alguém, mas assim uma coisa para até um cego poder afirmar, para eu também poder dizer, sim de fato é parecido com a mãe... ou com o pai... ou com o tio... Também faço parte daquelas pessoas que achava (até os meus filhos nascerem) que todos os bebés eram iguais e, de um modo geral feios (continuo a achar isso e as pessoas que me perdoem mas os meus bebés foram a exceção pois eram lindos de morrer logo à nascença). Ora, na verdade, até hoje e os meus miúdos contam hoje com 5 anos, eu não sou capaz de dizer com quem eles são parecidos. E o curioso é que toda a gente mas toda a gente mesmo, dizia. Ai que giros, são a cara chapada do pai. Francamente, sim são giros e eu também acho o pai giro, mas quando nasceram a única coisa que tinham em comum era... os 3 serem carecas! Mais tarde, se calhar por verem que eu ficava com cara de parva com estas afirmações e pensando que seria por ter inveja deles serem TÃO parecidos com o pai, lá diziam... "mas têm os teus olhos". Ehhhhhhh... Têm a COR dos meus olhos! Que bom!!!! YUPI!!!!!! Really????

Sinceramente ou eu sou mesmo cegueta ou a única pessoa com quem eles são parecidos, são um com o outro e mesmo assim, nós pais conseguimos sempre encontrar diferenças, seja a pinta no nariz que o Diogo tem e o Tiago não, seja a forma de falar ou a expressão. Se já nos enganámos e os confundimos? SIM!!!! Confesso que sim, principalmente em fotografias em que eles insistem em fazer a mesma cara. Mas isso é normal. Afinal eles são gémeos monozigóticos, idênticos!!!!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

De volta ao ginásio


 A repetir várias vezes ao dia:

-Este ano vou ser mais assidua no ginásio....
-Este ano vou ser mais assidua no ginásio...
-Este ano vou ser mais assidua no ginásio...

E pronto, hoje cumpri. Fui ao ginásio! Mas porra, que podiam ter o balneário um pouco mais quentinho, não? E já agora a água também podia correr mais quentinha, não? É que a malta já faz um sacrificio do camano para ir ao ginásio à hora de almoço e ainda ter de se despir e vestir num balneário quase como se estivesse na rua, é dose! Ninguém merece....


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A passagem de ano na Herdade de Cadouços

Como já referi num post anterior, quem faz questão de passar a passagem de ano com as suas crianças, fora de casa, num sitio animado vê as suas possibilidades de escolha reduzidas a quase nada. Ou é carissimo, para cima de 200 euros um pacote com Hotel, reveillon e brunch, isto na melhor das hipoteses, ou é mais baixo mas não tem animação nenhuma nem brunch. Se juntarmos a isto a necessidade de termos animação para as crianças junto de nós, porque o que há mais é animação para as crianças em salas à parte supostamente para não incomodar os pais, torna esta tarefa ainda mais ingrata, porque simplesmente não há... ou melhor, achava eu que não havia. Já em ato de desespero, resolvo fazer uma pesquisa no google "passagem de ano animação crianças" no país todo. Procuro, procuro, procuro e muito refundido num dos sites com locais para passar a passagem de ano encontro: Herdade de Cadouços. Vou ver o site e torço o nariz pois o site não corresponde minimamente à realidade que encontrei, mas houve qualquer coisa que me chamou a atenção. Procurei pagina do facebook e lá encontrei mais algumas imagens e ementa detalhada com a animação que pretendiam para os miudos: pinturas faciais, balões, jogos e fogo de artificio. O melhor de tudo era o preço: muito melhor do que os sitios que já tinha visto e as crianças ainda por cima pagavam ZERO!!! Perguntei ao JP o que achava e como já estavamos mesmo por tudo, disse logo de caras que sim. Como os meus pais também andavam à procura de um sitio para passar o ano e festejar os 50 anos de casados que tinham feito no dia 16 de Dezembro, perguntei a eles se não queriam vir connosco. Depois de bem ponderado, aceitaram. Fizemos as reservas meio a medo pelo desconhecido mas arriscámos. A 2 dias da passagem de ano o JP lembrou-se de ir ver o que diziam do local e, como em quase todo o lado havia gente a dizer bem, muito bem e muito mal. Assustei-me, confesso. Mas pensei... olha, se for uma porcaria bebo uns copos valentes, divirto-me na mesma e pronto. Chegou o dia e lá fomos nós. Longe para burro. Já diziamos mal à nossa vida que só mesmo nós para irmos para trás do sol posto. Os meus pais chegaram antes e foram dando-nos noticias de como aquilo era. Menos mal... o meu pai costuma ser bastante critico também e não disse mal. Bom. A ver vamos...
 
Resumindo... o espaço é lindo, tem um potencial incrivel em termos de beleza natural. A herdade está contruida mesmo à beira de um lago gigante, lago esse que nos disseram ser artificial mas espetacularmente bem feito. Os quartos têm uma decoração simples e rustica, são muito limpinhos e estão muito bem arranjados. A casa de banho é enorme, com banheira e dois lavatórios. Tem ar condicionado e aquecimento central. Tem um defeito de ter uma TV minuscula que só tem 4 canais mas francamente, quem vai para ali não vai lá para ver TV, por isso até podiam nem ter TV que não fazia diferença nenhuma. A receção é grande com uma diversidade enorme de jogos desde ping pong, damas, xadrez, matraquilhos, zona de leitura, e mesa de snooker. E aí sim tem uma televisão gigante com todos os canais e mais um par de botas. Apanhamos um temporal desgraçado por isso durante a noite nem conseguimos apreciar bem toda a envolvente. O reveillon foi no restaurante, mesmo em cima do lago. Muito bem arranjado e decorado. A musica ao vivo fazia-se ouvir ainda mesmo antes das portas se abrirem e as palhaças preparavam o cantinho destinado ás brincadeiras dos miudos, mesmo na sala das refeições ao pé da banda. Sorri pois afinal, tudo ali parecia estar a condizer com aquilo que eu desejava para a melhor passagem de ano dos ultimos tempos. Entrámos e fomos recebidos alegremente pelos simpaticos empregados, com as boas vindas. Encaminharam-nos para  mesa e vimos com agrado que o restaurante estava cheio. 130 pessoas das quais 17 eram crianças. Maravilha!!!! As palhaças começaram logo a comunicar com as crianças e foi empatia imediata. Iam servindo as crianças primeiro com um menu proprio para elas e logo a seguir serviam os adultos com as diversas iguarias que tinham preparado. Entrada de salada de polvo enrolada em couve lombarda, moelas com torrada e presunto, sopa de creme de alho francês, Bacalhau laminado acompanhado de migas de broa e batatas a murro, lombo de porco com farinheira e arroz de açafrão com lentilhas e passas. Para sobremesa, farófias e café. Tudo isto acompanhado por uma surpresa ainda maior. O vinho deles de produção própria absolutamente divinal. Um nectar dos deuses. O JP que é o maior critico que conheço em termos de vinho estava absolutamente maravilhado. Quis logo comprar 3 caixas deste néctar que ainda por cima fica muito mais barato comprado no produtor. Enquanto comiamos, os miudos divertiam-se à grande mascarados de piratas mostrando as suas espadas e espingardas de balões, a correrem atrás uns dos outros. A musica essa, tipica de passagem de ano. Portuguesa na sua grande maioria, incentivava os adultos e crianças a dançarem, fosse a pares ou cada um à sua maneira. Ainda tivemos direito a mesa de frios e mesas de doces à meia noite. E nem as crianças foram esquecidas na tradição das 12 passas, só que em vez das 12 passas, tinham 12 gomas! Os miudos estavam maravilhados e com uns olhos de puro divertimento. Os meus pais dançaram e até consegui arrastar o JP para um pezinho de dança. Aguentámos até as 2 da manhã, que foi quando as crianças começaram a ir para os seus aposentos e mesmo assim se perguntavamos a eles se estavam cansados diziam-nos que não. Lá fora ardia um madeiro tipico daquela zona. Acabámos por nos recolher todos a essa hora, embora a festa ainda estivesse para durar. Afinal, até nós adultos já estavamos de papinho cheio de musica, dança, comida, bebida. Não podia ter corrido melhor. Dormimos lindamente, acordámos tão tarde que infelizmente perdemos o pequeno almoço. Ainda assim, tiveram a amabilidade de oferecer um chocolate quente aos miudos e umas bolachas. No 1º dia de 2013, o dia amanheceu outro, solarengo e com uma temperatura ótima. Não resisti a ir com a minha mãe dar uma volta pela herdade e conhecer alguns dos outros recantos. O campo de ténis, a piscina, a lagoa e os restantes quartos da herdade. Fiquei impressionada com a dimensão da herdade, e das vinhas a perder de vista.  O Brunch foi Buffet acompanhado de sumos, águas e o belo vinho que confesso já não tive coragem de beber. Foi uma entrada em 2013 melhor do que eu esperava. Obrigado a todos os colaboradores da herdade sem esquecer as palhaças que foram do seu melhor e que fizeram desta, das melhores passagens de anos que já tive nos ultimos anos e só faltavam lá os nossos amigos para fazermos um grupo ainda mais engraçado.
 
 



Por isto tudo, recomendo vivamente a Herdade de Cadouços a quem um dia quiser ir lá espreitar e provar os seus vinhos. Da minha parte, vai ser uma passagem de ano inesquecivel, como a 1ª passada fora de casa com os meus filhos, sem ser em casa!

PS: Estou toda partidinha, pareço acabada de sair de uma valente aula de aeróbica. Sinto que o meu corpo estava mesmo enferrujado e já não aguenta uma noite a dançar de saltos altos sem ficar para morrer. Mas valeu a pena... Oh se valeu!!!!